A vida.

“Vou lançar a teoria do poeta sórdido.
Poeta sórdido:
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito.
Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma
nódoa de lama:

É a vida.

O poema deve ser como a nódoa no brim:
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero.
Sei que a poesia é também orvalho.
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas,
as virgens cem por cento e as amadas que
envelheceram sem maldade.”

Manuel Bandeira

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Eu, e o farmville.

Na estrada

Aprendiz de amor, com pipoca e guaraná

Pobre de nós. Expostos aos modelos de amor do cinema americano, aprendendo como se ama através de roteiros.

Em círculos viciosos, os modelos que nossos pais aprenderam com nossos avós foram escritos por roteiristas na década de 50, e eles acreditaram e reproduziram em nossos lares.

E nós acreditamos e fomos com eles ao cinema, e levamos nossos filhos ou sobrinhos, para que acreditem.

E também assistimos em novelas, em seriados, em sitcoms.

Muitos renegaram tudo isso, mas não importa, a massa viu o modelo perpetuando-se e impregnando-se como o certo, o correto, o que deve ser.

O mais interessante é que nunca explicam, no começo das histórias, que modelos e idéias, são coisas inexistentes. São coisas irreais, sem corpo nem substância.

Bastaria isso para tantas histórias de amor reais que foram desfeitas por deixarem a desejar um pouquinho, ou um montão, ao amor ideal, continuarem existindo.

Modelos estão lá para serem uma referência. Idéias existem num universo ideal, quando a idéia materializa-se, deixa de sê-la e também deixa de ser perfeição. Assim também deve ser a história de amor.

Ultimamente tenho visto o cinema comercialóide, aquele pra crianças (de todas as idades), mostrando modelos menos rígidos. Heróis covardes, vilões bonzinhos, princesas bipolares.

Espero que eles comecem a mostrar todos os tipos de amores e felicidades. Quero ver uma história de amor que tem muito sexo, não ficam junto no fim, continuam se amando, mas todo mundo fica feliz. Que tal?

A origem do amor, por mim, e por quem se interessar

[não menina, não procure lá em baixo. o amor está nas bolinhas de seu vestido]

Livros de histórias românticas, cheias de dificuldades e empecilhos para a sua realização, não faltam para ilustrar a busca do homem para realizar esse sentimento em sua vida.

Romeu e Julieta precisaram subjugar os conflitos entre suas  famílias, Tristão e Isolda enfrentam dentre várias tormentas, o fato dela ser casada. Ambos os casais realizam seu amor apenas na morte. Em Orgulho e Preconceito, Elizabeth Bennet e Mr. Darcy travam um longo embate com suas origens sociais, tendo eles mesmos que superarem seus próprios conceitos, além dos da sociedade em que vivem (interior da Inglaterra, século XVIII) para realizarem seu romance.

A lista de livros, certamente longa reflete a popularidade do sentimento, suas idéias centrais e a necessidade dos autores da época de transpor para obras as suas observações do cotidiano, passando à posteridade os moldes do que entendemos hoje como amor romântico.

Escarafunchar o passado em busca das origens do amor nos leva a lugares estranhos. Sabiam que amar uma mulher já foi considerado uma praga? Ou um mal necessário? Não é por acaso que Adão é a imagem e semelhança de Deus, e Eva apenas uma costela. A misogenia está na bíblia e em toda a idade média (BLOCH, H. Misoginia Medieval e a invenção do amor romântico ocidental) e até que fosse “permitido” amar uma mulher, ela teve que  transforma-se de costela, em algo mais parecido com um homem, socialmente aceitável.

Então vem Jean Jaques Roussea, em “Emílio” e coloca regra em tudo, dizendo como uma vida aceitável tem que ser. Que o homem é provedor, que a mulher deve ser boa e cuidar da família, e  assim seremos felizes para sempre, ricos e sorridentes.  E não é que engolimos o embuste?
Sim meus caros. Até hoje acreditamos em tudo isso. Compramos as margarinas mais sorridentes, e os cremes dentais mais família. E as músicas mais românticas, e não gostamos dos filmes que fogem muito desse esquema. Queremos mesmo as comédias românticas.

Afinal de contas, “Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.*

NÃO É?

A origem do amor, e o medo

“Eu não temerei. O medo é o assassino da mente. Medo é a morte pequena que traz a obliteração. Enfrentarei meu medo. Não permitirei que ele passe sobre mim ou através de mim. E, quando ele se for, voltarei minha visão interna para olhar sua trilha. Por onde o medo passou nada restou. Apenas eu permaneço”.

MARCADORES: ARRAKIS, SANTUÁRIAS

* Arrakis é um lugar imaginário, um planeta deserto, do livro Duna, uma ficção científica. Tudo imaginação. Não é nem filosofia. :)

Biscoito da sorte

Almas gêmeas existem e isto é um fato, a sua esta logo ali bem perto, cultive este amor com paixão, felicidade, tolerância com as influências opostos as suas idéias, não deixe nada nem ninguém interferir e atrapalhar algo que é tão bonito.

Rio, voltei.

E eu que havia brigado contigo,

Por coisas sinceras e pequenas

E outras grandes, talvez mentiras.

E abandonado, belo amigo

A cor de suas manhãs amenas

E outras coisas, talvez maiores.

Bobagens ressignificadas

Em imagens roubadas

Em almas lavadas,

Rio, voltei.

Comemoremos!

Fotos do aniversário na virada do dia 30/06 para o dia 01/07

Bjo, obrigado a todos. Vocês tornaram essa noite inesquecível para mim!

FOI TÃO BOM!

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