Consultório estético sentimental
tratamentos a base de texto, imagem e design terapia.
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Aug 18th
“Vou lançar a teoria do poeta sórdido.
Poeta sórdido:
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito.
Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma
nódoa de lama:
É a vida.
O poema deve ser como a nódoa no brim:
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero.
Sei que a poesia é também orvalho.
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas,
as virgens cem por cento e as amadas que
envelheceram sem maldade.”
Manuel Bandeira
Jan 12th
Pobre de nós. Expostos aos modelos de amor do cinema americano, aprendendo como se ama através de roteiros.
Em círculos viciosos, os modelos que nossos pais aprenderam com nossos avós foram escritos por roteiristas na década de 50, e eles acreditaram e reproduziram em nossos lares.
E nós acreditamos e fomos com eles ao cinema, e levamos nossos filhos ou sobrinhos, para que acreditem.
E também assistimos em novelas, em seriados, em sitcoms.
Muitos renegaram tudo isso, mas não importa, a massa viu o modelo perpetuando-se e impregnando-se como o certo, o correto, o que deve ser.
Bastaria isso para tantas histórias de amor reais que foram desfeitas por deixarem a desejar um pouquinho, ou um montão, ao amor ideal, continuarem existindo.
Modelos estão lá para serem uma referência. Idéias existem num universo ideal, quando a idéia materializa-se, deixa de sê-la e também deixa de ser perfeição. Assim também deve ser a história de amor.
Ultimamente tenho visto o cinema comercialóide, aquele pra crianças (de todas as idades), mostrando modelos menos rígidos. Heróis covardes, vilões bonzinhos, princesas bipolares.
Espero que eles comecem a mostrar todos os tipos de amores e felicidades. Quero ver uma história de amor que tem muito sexo, não ficam junto no fim, continuam se amando, mas todo mundo fica feliz. Que tal?
Aug 3rd
[não menina, não procure lá em baixo. o amor está nas bolinhas de seu vestido]
Livros de histórias românticas, cheias de dificuldades e empecilhos para a sua realização, não faltam para ilustrar a busca do homem para realizar esse sentimento em sua vida.
Romeu e Julieta precisaram subjugar os conflitos entre suas famílias, Tristão e Isolda enfrentam dentre várias tormentas, o fato dela ser casada. Ambos os casais realizam seu amor apenas na morte. Em Orgulho e Preconceito, Elizabeth Bennet e Mr. Darcy travam um longo embate com suas origens sociais, tendo eles mesmos que superarem seus próprios conceitos, além dos da sociedade em que vivem (interior da Inglaterra, século XVIII) para realizarem seu romance.
A lista de livros, certamente longa reflete a popularidade do sentimento, suas idéias centrais e a necessidade dos autores da época de transpor para obras as suas observações do cotidiano, passando à posteridade os moldes do que entendemos hoje como amor romântico.
Escarafunchar o passado em busca das origens do amor nos leva a lugares estranhos. Sabiam que amar uma mulher já foi considerado uma praga? Ou um mal necessário? Não é por acaso que Adão é a imagem e semelhança de Deus, e Eva apenas uma costela. A misogenia está na bíblia e em toda a idade média (BLOCH, H. Misoginia Medieval e a invenção do amor romântico ocidental) e até que fosse “permitido” amar uma mulher, ela teve que transforma-se de costela, em algo mais parecido com um homem, socialmente aceitável.
Jul 31st
Jul 29th
Almas gêmeas existem e isto é um fato, a sua esta logo ali bem perto, cultive este amor com paixão, felicidade, tolerância com as influências opostos as suas idéias, não deixe nada nem ninguém interferir e atrapalhar algo que é tão bonito.
Jul 24th
Esses tais sentimentos. Esses estados corporais mapeados em sistemas de regiões cerebrais de onde emergem imagens mentais do próprio corpo. E o sentimos.
E são tantos os sentimentos, e são tantas as emoções que nesses últimos 2400 anos (Sócrates – considerando a nossa cultura euroamericana ocidental) de conversa fiada, filosofias, sociologias, políticas, religiões e mais recentemente, nos últimos 150 anos (Freud), abordados também nas áreas da psicanálise, psicologia e mais recentemente ainda, psiquiatria e neurociência, que os assuntos, emoções e sentimentos, não nos deixa em paz.
Paz interior é uma emoção. Quando foi que você sentiu isso pela última vez?
Quando foi que essa ebulição de emoções que permeiam sua mente parou de fervilhar?
O que te fez ficar em paz?
Das emoções evidentes em nossa cultura, o amor romântico e a paixão são, talvez, os que nos atinjam com mais intensidade. Rivalizando-se apenas com morte/luto.
A construção cultural a que somos submetidos desde os primeiros momentos de vida nos leva a aceitar os vários conceitos de união, felicidade, estabilidade, fidelidade, escolhas e tantos outros que nossa cultura nos expõe diariamente e assim vamos construindo esse bichinho que damos o nome de amor.
Desde nosso núcleo familiar até os comerciais de margarina, letras de música, figurinhas “amar é”, comédias românticas, livros, ursinhos de pelúcia, alianças, novelas, seriados, amores eternos, amores além da vida, vasos de cristais que se quebram e não voltam a ser o que eram… alegorias emprestadas, conceitos culturais construídos que aceitamos como verdades.
Religiões apregoam, certamente há mais de 2000 mil anos, mas fiquemos com o Cristianismo para manter as coisas no eixo temporal: “E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, NADA seria.”
Também pode-se analisar o amor romântico e a paixão das maneiras mais frias quanto um puro e simples acontecimento hormonal, uma abundância de vasopressinas. Inundação de endorfinas. Catexias, investimentos de energia mental. Fixação. Libidos, pulsões sexuais, pulsões parciais, matemas… outras palavras, tantas palavras.
E nesse turbilhão de algumas verdades, e talvez um monte de mentiras, o que nos resta?
Eu prefiro enteder o amor como o sentimento da mais alta humildade.
Amar é reconhecer o outro que simplesmente por existir, lhe deixa em paz, e ser grato por isso.
Jul 9th
O tempo voa quando estamos nos divertindo.
A percepção relativa do tempo é tão absurda quanto dizer que o número dois é simpático.
Acontece que o 2 é simpático.
Acontece também que o tempo é relativo.
Pensamentos e percepções acontecem na velocidade em que nossa inteligência permite: meu professor de matemática resolvia integrais complexas em poucas linhas. Conheço gente capaz de traçar perfis psicológicos complexos e acertivos em 140 caracteres. Conheço gente com o pensamento prático e direto capaz de dizer como resolver minha vida em três minutos. Embora eu não a resolva.
Levamos um tanto, as vezes anos irritados, para perceber nossas velocidades e limitações. Nunca resolverei integrais em poucas linhas. Meditarei sobre elas. Entretanto posso lhe dizer como a teoria da relatividade conecta-se com a cadeira Vacile.
Venho percebendo ultimamente as coisas que fazem esses curtocircuitos em minha mente. São sobre luz, lentes, tratamentos de imagens, pele, texturas, filtros, reflexos, refrações, difrações, e ah, sim, essa irritante e clara percepção constante dos meus sentimentos.
Perdemos tempo demais sofrendo, perdendo, nos irritando, divagando, meditando e sentindo medo de sair desse mundo confortavelmente torpe. Talvez falte-nos finalmente entender que podemos também ser feliz e ter paz, assim como entendi um dia que jamais resolveria uma integral.
Jul 5th
Jul 1st
Fotos do aniversário na virada do dia 30/06 para o dia 01/07
Bjo, obrigado a todos. Vocês tornaram essa noite inesquecível para mim!
FOI TÃO BOM!
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